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EVOLUÇÃO DO PAPEL DA MULHER NA SOCIEDADE

IGUALDADE EM PORTUGAL

ATIVIDADE, EMPREGO E DESEMPREGO EM PORTUGAL

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ATIVIDADE, EMPREGO E DESEMPREGO EM PORTUGAL


As mulheres portuguesas estão largamente inseridas no mercado de trabalho. A taxa de atividade feminina não tem cessado de crescer nas últimas décadas (passando de 31% em 1975 para 44,7% em 2000 - INE, Inquérito ao Emprego, 2º trimestre) atingindo atualmente valores que colocam Portugal entre os países da União Europeia (U.E.) com uma maior participação das mulheres no mercado de trabalho, quase ao nível de alguns países escandinavos.

As modalidades predominantes de inserção laboral das mulheres portuguesas apresentam, por outro lado, características distintas, nomeadamente em contexto europeu, que apontam para:

a) Trajetórias de atividade contínuas ao longo do ciclo de vida, isto é, que não refletem (de modo evidente, como sucede em muitos outros países) a ocorrência do casamento ou o nascimento de filhos. Só quando o número de filhos atinge o limiar crítico de três, se verifica uma quebra da atividade profissional remunerada feminina em Portugal. 

b) Uma participação maioritariamente assente em prestação de trabalho a tempo inteiro e, em muitos casos, em horários de trabalho longos (dos mais longos da U.E.) em que o trabalho a tempo parcial,  atinge apenas uma pequena parte da mão-de-obra portuguesa verificando-se uma maior prevalência nas mulheres comparativamente aos homens.

A esta elevada participação feminina no mercado de trabalho tem correspondido um crescimento da taxa de emprego das mulheres. Se em geral Portugal apresenta uma taxa de emprego superior à média da U.E., esse diferencial positivo é ainda mais significativo no que toca à população empregada do sexo feminino.
Em termos prospetivos, as projeções feitas (nomeadamente no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento Económico e Social) apontam para um aumento da população ativa em Portugal entre 1995 e 2010, em larga medida, a dever-se ao crescimento da taxa de atividade feminina (estimado em mais 4 pontos percentuais, face a um crescimento da taxa de atividade masculina estimado em 0,5 pontos percentuais).

Contudo, são também as mulheres as mais atingidas pelo desemprego.

A análise das taxas de desemprego, embora com valores tendencialmente decrescentes e mais baixos do que na U.E., continua a evidenciar valores do desemprego muito superiores entre as mulheres (particularmente as mulheres mais jovens).No ano de 2011 (INE, Estatísticas do Emprego), a taxa de desemprego dos homens era de 12,7% enquanto que a das mulheres atingia 13,2% valor que se confirmava mais elevado nas jovens dos 15 aos 24 anos.As mulheres estão também mais representadas no desemprego de longa duração - comparativamente aos números registados para os homens.

O mercado de trabalho caracteriza-se, ainda, por uma elevada segregação horizontal e vertical, em termos da presença relativa de mulheres e de homens. Por um lado, persiste uma forte concentração da mão-de-obra feminina num conjunto restrito de atividades e profissões, frequentemente associadas a atividades que constituem uma extensão profissionalizada das tarefas tradicionalmente desempenhadas pelas mulheres no contexto do espaço doméstico. Veja-se, por exemplo, quais os ramos de atividade que apresentam maiores taxas de feminização: serviços pessoais e domésticos – 85,5%, saúde e ação social – 80,6% e educação – 80,7% (INE, Inquérito ao Emprego, 2011). 

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